O gap year acabou?

O gap year ainda não acabou, mas está perto de.

Meu sabático não sabático, ou gap year como gosto de falar, terá durado pouco mais de 1 ano e 5 meses quando ele “oficialmente” se concluir em setembro próximo e eu der início a uma nova fase da minha carreira: o Master of Science (MSc) in Behavioural Science na London School of Economics. (Este texto tá um pouco mais sério e sem exclamações que o normal, mas – sério – eu tô MUITO feliz com essa próxima etapa!)

Essa etapa acadêmica tem duração definida: 1 ano. O que vai acontecer depois ainda não sei – apesar de gostar de planejar cada passo, quero aproveitar este período pra explorar caminhos possíveis e estar aberta a possibilidades na nova fase da minha carreira como cientista comportamental.

Nos últimos dias, recapitulando o que me motivou a começar esse gap year e já antecipando um balanço antes/depois, vejo como tive sorte em ver as coisas dando certo diante das incertezas desse nosso mundo.

Quando planejei esse período da minha vida, defini quatro frentes que pretendia explorar, conhecer e me desenvolver:

1) Evoluir minha base de conhecimento em ciências comportamentais aplicadas. Estudei Behavioral Design com o Irrational Labs; Behavioral and Experimental Economics na University of Copenhagen; e concluí minha pós-graduação em Neurociência e Psicologia Aplicada. Também estudei muito por conta própria. Mas boa parte do que aprendi não foi nos cursos e sim na prática, mas aí já estou entrando no item 2.

2) Aplicar os conhecimentos de ciências comportamentais a contextos reais. Como líder de projeto e pesquisa em consultoria, entreguei junto com o time uma solução inovadora, informada por ciências comportamentais, do diagnóstico ao MVP – uma solução testada e validada para um negócio que alcança milhões de pessoas (non-disclosure agreement). Também trabalhei com duas fintechs desenvolvendo frameworks diferentes com foco em mudança de comportamento, além projetos pontuais com outras empresas.

3) Ter uma experiência de pesquisa acadêmica. Esse foi um objetivo que ficou em aberto. Me aproximei bastante do universo acadêmico, em especial com o curso de Copenhagen, mas faltou a experiência que eu queria ter de ir tipo morar no laboratório! Felizmente, meu próximo passo de carreira vai me dar essa possibilidade.

4) Me dedicar ao trabalho voluntário. Aprofundei meu envolvimento na organização da qual faço parte, levando educação financeira para alunos de escolas públicas. Tive a alegria de poder combinar meu foco em ciências comportamentais e agora lidero um time responsável por acompanhar a mudança de comportamento dos alunos ao longo do tempo.

Nesse resuminho sistemático não entrou tudo que aprendi em conversas, reflexões sozinha e em grupo, muitos livros, muito conteúdo, além de experiências bem legais que rolaram como participar de eventos e lives, e até um documentário, e dar aulas compartilhando um pouco do que venho aprendendo.

Nos próximos meses, enquanto me preparo para a nova fase, ainda toco mais alguns projetos até agosto. Espero voltar aqui com mais frequência!

Se não der pra falar dos trabalhos, que eu fale sobre o que tenho lido e ideias que têm surgido.

Obrigada aos amigos e conhecidos que sempre perguntam e acompanham, vocês são tudo 🤍

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