Statament of purpose afixado na parede

Statement of purpose: minha carta sobre motivação, propósito e visão de futuro

Quando decidi que meu próximo passo na carreira seria o Master of Science in Behavioural Science, me vi diante do comecinho de uma jornada trabalhosa para cumprir uma série de pré-requisitos (e isso apenas para se candidatar a uma posição).

Um desses pré-requisitos é o que chamam de statement of purpose, ou mission statement. É uma carta onde você conta para instituição pra onde está se candidatando por que faz sentido pra você ingressar no programa. Assim a instituição avalia, a partir de seus próprios critérios, se gostaria de ter você lá dentro. É claro que há ainda outros elementos em jogo: o coeficiente de rendimento (CR, ou GPA) na faculdade e em outros cursos de pós-graduação, as cartas de recomendação, a prova pra comprovar o nível do inglês etc.

Escrever um statement of purpose é uma experiência única. Não é algo simples. Envolve muita reflexão sobre passado, presente e futuro, e uma grande capacidade de resumir de forma clara muita informação em poucos parágrafos. Ter certeza de que o que está ali reflete de fato sua motivação, propósito e visão de futuro.

Depois de revisar muitas e muitas vezes e finalmente chegar a uma versão final, é gratificante ver o resultado. Poder se identificar, e ter no documento um norte que te ajuda a sempre lembrar dos motivos pelos quais você chegou onde chegou. Dá orgulho, um senso de direção que faz tudo fazer sentido e retroalimenta minha motivação a cada vez que releio.

O meu statement of purpose foi escrito há uns seis meses e fica afixado na parede de casa pra eu nunca me esquecer dos motivos que me levaram a tomar as decisões que tomei. Hoje decidi “afixar” ele aqui também, com mínimas edições. Afinal, ele é talvez o melhor texto pra explicar o contexto em que o blog foi criado.

Então, lá vai:

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Foto de Isabella Paschuini com livros ao fundo para a capa do artigo sobre como planejou um período sabático

Como me planejei para um período sabático

Há pouco mais de um mês iniciei algo inédito na minha vida pessoal e profissional: um período sabático.

Vou ser sincera com vocês, não gosto muito da palavra “sabático”. Ela vem do hebraico shabat e significa descanso, o que, como vocês vão ver, não é exatamente o que acontece no meu dia a dia. Então tenho preferido falar que iniciei um gap year*.

Sabático ou gap year, o fato é que ter tomado essa decisão não foi algo simples. Envolveu muito planejamento e preparação. Não à toa, ao contar meus planos para as pessoas, a reação mais comum tem sido:

— Nossa, admiro sua coragem!

Sei que muitos têm vontade de fazer essa mesma loucura um dia, então resolvi dar uma visão geral dos principais pontos que me motivaram a planejar esse período. Sinto que aprendi bastante com o processo e quero compartilhar o que foi essencial para que esse plano “corajoso” se tornasse realidade.

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